terça-feira, 27 de setembro de 2011

Crônicas do Soldado de Hanrieta parte I

Um batalhão durante a segunda grande guerra entra em confronto com os soldados alemães na periferia de Desdren, no final do embate sobraram apenas dois homens um aliado e um alemão, o aliado era o homem de Hanrieta, o alemão era um dos grandes da aramada alemã, antes de dar o ultimo tiro de sua arma o Homem de Hanrieta diz ao soldado alemão:

- tens um pedido a fazer? se tem saiba que antes de me pedir qualquer coisa saiba que não sei perdoar, me peça para ter qualquer qualidade, qualquer uma que seja encontrada no dia a dia, mas não há nenhuma que eu necessite mais e que eu tenha de tampouco do que o perdão, não se acha em qualquer esquina, me peça para agir com misericórdia, pra ter piedade ou para que eu poupe-lhe a vida, mas não me peça perdão, preciso dele pelos meus erros, mas não darei a ninguém o que eu não tenho, se houver onde comprar me avise, pagaria qualquer preço pra saber perdoar.Me peça misericórdia e eu lhe darei, Me peça clemência e eu verei o que posso fazer, Não me peça perdão, esse eu não posso lhe dar”.

antes que o alemão lhe respondesse ele levou um tiro, disparado da arma do homem de Hanrieta, que disse :

- te dei misericórdia, te dei clemencia, mas te nego o perdão.


o sol nasce mais uma vez me dizendo a seguinte verdade:


"não pare pra sem lamentar,

a vida não espera que você junte seus cacos e siga em frente,

o mundo não para de girar,

então levanta e segue,

o que te faz diferente não é a forma que você apanha da vida,

mas sim quantas vezes e como você vai se levantar,

não espere piedade,

não espere glória nem compaixão,

nem consideração,

levanta do jeito que estiver e corre,

há uma guerra lá fora e você tem de vencer,

a vida é cruel e não vai ter pena de você,

cai matando,

ou morre tentando,

mas não para,

não dá pra parar"