quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Baganga louca"

Quando penso em sonhos e demais coisas que almejei, não sei precisar a certo o que foi importante ou não. Os sonhos permeiam minha vida desde os primeiros anos, e as paixões carnais e materiais sempre me acompanharam, seja pelos problemas que ainda carrego, ou pela condição financeira, eu ainda travo muitas batalhas e quase nada do que eu quis, eu realmente consegui.

Quando criança, minha principal paixão foram os ônibus, jurei que um dia iria ter um e dirigi lo, mas não consegui ter o meu, já fiz loucuras na direção de veículos de amigos, mas eu mesmo não consegui ter o meu pra poder aprontar com ele, tenho um pedido que sempre fiz a Deus que carrega muito disso, mas Ele ainda não me achou graça para atender.

Ontem a noite assistindo a um programa de TV, vi uma reportagem sobre as obras do PAC em Jiral, e Santo Antônio, em Rondônia e também em Suape PE, mais uma vez esses sonhos se afloraram. Vi ônibus enlameados até o pára-brisas, grande parte com mais de dez anos de uso, e imaginei como na grande maioria dos sonhos que tive, dirigir um “balaio” desses em condições inimagináveis, chuvas torrenciais, atoleiros, em condições surreais mas que ainda existem no Brasil, pegar uma “baganga louca” e descer o pé sem dó, como os antigos faziam. Mas infelizmente não dá. Meus olhos não permitem.

E assim vou seguindo a vida, levando de uma maneira vagarosa, pra muitos até me fazendo de vitima, pra outros só mais um escritor desiludido. Mas fica a mensagem, “sonhos são sonhos, nunca deixe de tentar realiza los, mas se não conseguir hoje, lembre se, ainda se tem uma vida inteira pela frente.”.

domingo, 24 de abril de 2011

Nunca Se Sabe (Engenheiros do Hawaii)

Composição : Humberto Gessinger

Sei que parecem idiotas
As rotas que eu traço
Mas tento traçá-las eu mesmo
E, se chego sempre atrasado
Se nunca sei que horas são
É porque nunca se sabe
Até que horas os relógios funcionarão
Sem dúvida a dúvida é um fato
Sem fatos não sai um jornal
Sem saída ficamos todos presos
Aqui dentro faz muito calor
Sempre parecem idiotas
As rotas que eu faço
Sempre tarde da noite
E se ando sempre apressado
Se nunca sei que horas são
É porque nunca se sabe
É porque nunca se sabe
Nem sempre faço o que é
Melhor pra mim
Mas nunca faço o que eu
Não tô afim de fazer
Nem sempre faço o que é
Melhor pra mim
Mas nunca faço o que eu
Não tô afim
Não quero perder a razão
Pra ganhar a vida
Nem perder a vida
Pra ganhar o pão
Não é que eu faça questão de ser feliz
Eu só queria que parassem
De morrer de fome a um palmo do meu nariz
Mesmo que pareçam bobagens
As viagens que eu faço
Eu traço meus rumos eu mesmo (a esmo)
E se nunca sei a quantas ando
Se ando sem direção
É porque nunca se sabe
É porque nunca se sabe

Nem sempre faço o que é melhor pra mim
Mas nunca faço o que eu
Não tô afim de fazer
Não viro vampiro, eu prefiro sangrar
Me obrigue a morrer
Mas não me peça pra matar, não!

madrugadas de abril

se é bom pensar,
se é bom falar,
eu não sei...

as duas da manhã me pego na madrugada errante,
em um pensamento monofásico retumbante,
seja elétrico, rápido forte e limpo,
as vozes me traem.

não penso na arte da vida,
já não vivo entre os vivos,
a mortalidade chegou até mim,
minha mente negra e sombria já não difere mais as vozes.

já não posso falar,
reivindicar meu acesso,
minha posse, meu castigo.
estou inútil.

as pessoas me indagam,
por mim procuram,
mas eu sou o lixo do lixo,
quem sou eu?
o que eu fiz?
eu tentei.


meu peito dói,
não posso gritar,
minhas pernas doem,
não posso correr,
meu corpo pede paz,
mas não consigo nem ver.
e o frio do outono,
anuncio do inferno,
o invrno chega em breve.

e a quem me queixar? não consigo mais ver.....

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Verdade a Ver Navios ( Engenheiros do Hawaii)


Na hora "h"
No dia "d"
Na hora de pagar pra ver
Ninguém diz o que disse
(não era bem assim)

Na hora "h"
No dia "d"
Na hora de acender a luz
Ninguém dá nome aos bois
(tudo fica pra depois)

Mas é impossível repetir
O que só acontece uma vez
É impossível reprimir
O que acontece toda vez
Que alguém acorda
Porque já não aguenta mais
E a corda arrebenta
No lado mais forte

É muito engraçado
Que todos tenham os mesmos sonhos
E que o sonho nunca vire realidade

É muito engraçado
Que estejam do mesmo lado
Os que querem iluminar
E os que querem iludir

É muito engraçado
Que todo mundo tenha
Armas capazes de tudo
De todo mundo acabar
No dia "d", na hora "h"

Mas é impossível repetir
O que só acontece uma vez
É impossível reprimir
O que acontece toda vez
Que alguém acorda
Porque já não aguenta mais
E a corda arrebenta
No lado mais forte

É impossível repetir
O que só acontece uma vez
É impossível reprimir
O que acontece toda vez
Que chega a hora
De dizer chega...

... a hora...
... de dizer chega...

Não pagar pra ver
A verdade a ver navios
Onde já se viu?