segunda-feira, 26 de abril de 2010

Vozes

Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger

Se você ouvisse

As vozes que ouço à noite

Acharia tudo que eu faço natural (normal)

Se você sentisse

O medo que eu sinto do escuro

Se você soubesse

O mal que o sol me faz

Não me pediria pra repetir

Revoltas banais das quais eu já me esqueci

Se você ouvisse

Às vozes que ouço à noite

Às vezes me assustam

Outras vezes me atraem

Se você sofresse

Tanto quanto eu sofro com a solidão

Se você soubesse

O quanto eu preciso da solidão

Não me pediria pra repetir

Frases banais das quais já me arrependi

Duas pessoas são duas verdades

E, na verdade, são dois mundos

A cada segundo, o pânico aumenta

E uma sombra arrebenta a porta dos fundos

Se você sofresse tanto quanto eu sofro com a solidão

E precisasse tanto quanto eu preciso da solidão

Não me pediria pra repetir

Gestos banais dos iguais aos que eu não fiz

in: http://letras.terra.com.br/engenheiros-do-hawaii/45770/

meu pedido diário

Me dêem um Thamco Águia 1989 longo e um par de olhos que funcionem 100%, um tanque cheio pra andar a 100km/h, fazê lo sentir a força da biqueira de aço, não quero nada mais...






...ou um Ciferal Alvorada 1988 e um par de joelhos que estejam bons pra debrear com força, um morro pra subir de quinta a 100º C., e uma estrada cheia de curvas, pra entrar de quarta sem ter medo de agaixar...,..,,,...






...ou um Nielson Urbanus 1990, pra andar a 90km/h, dois braços que não doam pela manhã, e um caminho sempre plano, uns punhos bons pra poder meter marcha sem dó e sem dor...












Quanto ao freio não se preocupe,




Se faltar, a gente pára é na raça ...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Todo mundo quer ser John Macklein (crônica)

Desde o ano de 1992 eu passei a ter contato direto com a televisão, desde os famigerados desenhos do tipo do pica-pau ate mesmo alguns filmes, mas lá em casa até a copa de 1994 a televisão não era a cores, e eu, que já não enxergo muito bem passava aperto pra ver uma simples novela. Posteriormente as coisas melhoraram, mas com um agravante, meu pai trabalhava cedo, era cobrador e pegava serviço bem de manhã, saia antes das três, então ver tela quente, nem pensar, daí com o passar dos anos eu comecei a trabalhar e até que conciliava bem, mas de todos os filmes tinha um que eu nunca perdia, Duro de matar com Bruce Willis, não que eu seja fã do trabalho dele, mas sempre gostei da serie, e o ultimo, eu rachei as taquaras de rir.

Quando se observa o personagem central da trama, um policial durão que tem esposa, depois perde, que fuma, e como fuma, não se vê nada de interessante, até que a gente começa a perceber os pormenores da trama, um exemplo disso é como ele consegue ser um Chuck Norris com humor, leva tiro, facada e se esbalda em ferimentos e ainda consegue seu objetivo, pegar o bandido.

Ao analisar o personagem, comecei a deparar com algumas situações que a vida prega na gente, o interessante é que não vemos essas coisas, ao menos que o nosso teor alcoólico esteja acima de 10mg/l, um quase coma, pra que possamos entender a complexidade disso. Tenho um amigo que já teve os dedos amputados e muito mal recolocados que o impedem de fazer muita coisa, mas ele se esforça, foi pisado pela família, tem poucos amigos que podem ser chamados de verdadeiros, tem no cigarro seu aniquilador de tensão, é sozinho, invejado pela sua inteligência, por varias vezes foi traído, e suas idéias acabaram sendo usadas por outros, mas ele continua lá, com seus objetivos, princípios e sem medo de continuar, seu maior medo é parar.

Quando somos abandonados pelas pessoas que amamos pelo que somos, acabamos nos tornando John Macklein, seguimos em frente e às vezes até fazemos piada da situação, no entanto o importante não é o que acontece agora, de onde vem as balas, mas como, qual é a solução para que possamos nos defender, e não importa como, mesmo que nos ferindo mais, vencer, a qualquer preço, sem nunca deixar os princípios, sem nunca esquecer deles.

Todo mundo tem um pouco de John Macklein.

sábado, 17 de abril de 2010

um pensamento

As pessoas pensam que eu oro a Deus por riquezas e outras futilidades, não, eu aprendi a muito tempo que a riqueza maior que Deus dá aos seus filhos não é o dinheiro, mas sim os amigos e em alguns casos a família, dinheiro a gente consegue trabalhando, ou no meu caso, se aposentando, o que de certa maneira é mais penoso, hoje peço a Deus uma casa, saúde pra minha filha e pra minha esposa e que me livre das tentações.

Ai algumas pessoas que não tem coração se atrevem a perguntar, cara como você que não tem vida social, não tem amigos nessa cidade, não sai pra balada e se viaja ta sempre atolado de coisas a fazer tem a capacidade de dizer que tem tentações? Bom, eu tive um passado obscuro e fiz coisas das quais me arrependo, apesar de não ser um “ser social” eu deixei pra trás amores, sonhos e às vezes conflitos, que ainda me atormentam pela manhã.

Hoje penso que o livramento das tentações é a maior riqueza que Deus me dá, embora eu ainda não tenha alcançado a paz de espírito, eu sou uma pessoa feliz, sempre reencontro pessoas que fizeram parte do meu passado e até mesmo que ainda estão presentes, amigos, inimigos e antigos amores, e vejo essas pessoas com um olhar de paz, aprendi a não cair nas armadilhas e a não cheirar todas as flores, e agradeço a Deus por ter tirado as tentações do meu caminho.

Hoje só peço a Deus que me livre dos maus pensamentos, e dou graças por que Ele tem me atendido...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Falácias e atos

Alguns dizem coisas sobre o futuro,

Outras sobre o passado,

Pessoas dizem coisas que ferem,

Ou que curam,

Mas nunca o que precisam dizer...

As pessoas fazem muitas coisas,

Ou simplesmente não fazem nada,

Ou fazem algo para o bem,

Ou matam

Mas nunca o que precisam fazer...

As pessoas pensam em muitas coisas,

No que fazer ou no que dizer,

Nos atos e nas palavras,

Só pensam.

E deixam de fazer o que realmente querem....

O que vale a pena?

O que devemos pensar?

O que devemos fazer?

O que devemos falar?

As pessoas pensam demais

E se esquecem,

De fazer,

De falar,

De amar...